A Última Palavra

A Última Palavra

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Capítulo 1: O Desaparecimento


Em uma cidade que misturava o antigo e o moderno, o renomado autor de best-sellers, Victor Vance, era uma lenda viva. Ele havia conquistado corações e mentes com seus romances psicológicos envolventes, mas nos últimos anos, sua reclusão se tornara um mistério. Ninguém sabia ao certo onde ele estava ou por que havia se afastado do mundo literário.


Um dia, a notícia de seu desaparecimento explodiu nas manchetes: “Victor Vance, o Mago das Palavras, Sumido Sem Rastro.” O mundo estava em choque, mas foi seu agente, Clara, quem finalmente decidiu agir. Para evitar que a última obra de Vance ficasse incompleta, ela contratou um jovem escritor chamado Daniel Ferreira, conhecido por sua habilidade de imitar estilos e criar tramas complexas.


Capítulo 2: O Convite


Quando Daniel recebeu a proposta de Clara, sua primeira reação foi de incredulidade. Ele nunca imaginou que teria a chance de trabalhar com o manuscrito de um autor tão celebrado. “Você realmente acha que eu posso fazer isso?” ele perguntou, nervoso.


“Você tem talento, Daniel. E quem melhor para entender a mente de Victor do que um jovem escritor como você? O manuscrito está inacabado, e a editora está pressionando para que ele seja finalizado. Mas há algo mais: há segredos que você precisa descobrir”, Clara respondeu, com um olhar determinado.


Assim, Daniel se viu em uma aventura inesperada, recebendo acesso à cabana isolada onde Victor costumava trabalhar. Ao chegar, sentiu a presença do autor em cada canto, as paredes parecendo sussurrar segredos.


Capítulo 3: O Manuscrito


Na cabana, Daniel encontrou um ambiente caótico, com pilhas de livros, anotações e folhas espalhadas por todo o lugar. O manuscrito de Vance estava em uma mesa, suas páginas incompletas e rabiscadas com a caligrafia apressada do autor. O título, “A Última Palavra”, estava em destaque, mas o restante do texto estava repleto de linhas cruzadas e correções.


“Preciso entender onde ele estava indo com isso”, Daniel pensou, mergulhando nas páginas. À medida que lia, uma sensação de inquietude crescia dentro dele. As histórias de Vance frequentemente exploravam a psicologia humana, mas neste manuscrito, ele parecia estar lidando com temas mais sombrios — traição, culpa e um passado que se recusava a ficar enterrado.


Capítulo 4: A Revelação


Enquanto trabalhava, Daniel começou a receber telefonemas estranhos. A primeira chamada veio de um número desconhecido. Uma voz rouca e baixa sussurrou: “Cuidado com o que você escreve. A verdade pode ser perigosa.” Daniel desligou, seu coração disparando. Ele não sabia se era apenas uma brincadeira de mau gosto ou algo mais sério.


A cada dia, Daniel se aprofundava mais no manuscrito e, ao mesmo tempo, começava a investigar o passado de Vance. Descobriu que o autor havia enfrentado controvérsias, incluindo alegações de plágio e rivalidades literárias que levaram a desentendimentos violentos. A história que ele estava escrevendo parecia estar conectada a um antigo escândalo que poderia ter custado vidas.


Capítulo 5: As Sombras do Passado


Determinando que precisava entender melhor a vida de Vance, Daniel procurou pessoas que conheciam o autor. Entre elas estava Beatriz, uma antiga colega e rival de Vance, que se tornou uma escritora de sucesso em seu próprio direito. Ela era conhecida por seu temperamento forte e sua habilidade em manipular a opinião pública.


“Victor não era apenas um escritor; ele era um manipulador”, Beatriz disse, seus olhos cheios de desprezo. “Ele sempre se aproveitou dos outros para criar suas histórias. Não duvido que tenha feito isso novamente.”


Intrigado, Daniel decidiu confrontar essa afirmação e pediu que Beatriz revelasse mais sobre a relação deles. No entanto, ela não parecia disposta a compartilhar os segredos que guardava, e a conversa rapidamente se transformou em uma disputa amarga.


Capítulo 6: Uma Morte Sinistra


Naquela mesma noite, enquanto escrevia em sua cabana, Daniel recebeu uma mensagem perturbadora. “Você não está pronto para descobrir a verdade. A última palavra pode custar caro.” O texto foi assinado apenas como “Um amigo”.


O medo começou a se espalhar, mas Daniel estava determinado a terminar o trabalho de Vance. Na manhã seguinte, no entanto, a notícia de uma morte repentina o abalou. Beatriz fora encontrada morta em seu apartamento, e as circunstâncias eram suspeitas.


“Parece que alguém não quer que você revele a verdade”, comentou Clara ao telefone, seu tom sombrio. “Daniel, você precisa parar com isso. É perigoso.”


Capítulo 7: A Ameaça


Mesmo com o aviso de Clara, a determinação de Daniel só aumentou. Ele sentia que a verdade estava ao seu alcance. Ao examinar mais páginas do manuscrito, ele encontrou uma passagem que parecia um tanto autobiográfica. Era uma descrição vívida de um evento trágico que havia marcado Vance — a morte de um amigo íntimo em um acidente de carro.


“Isso não pode ser apenas uma coincidência”, Daniel pensou. Decidiu que precisava ir à cena do acidente, onde a verdade poderia estar escondida.


Capítulo 8: A Cena do Crime


Na noite em que Daniel decidiu investigar, a neblina envolvia a estrada, criando uma atmosfera sombria. Ele parou no local do acidente e começou a explorar. Entre as árvores, ele encontrou um objeto metálico que estava parcialmente enterrado. Ao desenterrar, viu que era um relógio de pulso quebrado.


“Esse relógio não pertence a Vance”, murmurou Daniel para si mesmo. “Mas pertence a alguém que ele conhecia.” Enquanto examinava mais de perto, ele encontrou uma inscrição no fundo: “Para sempre em nossos corações.”


Capítulo 9: A Conexão


Com o relógio em mãos, Daniel voltou para a cabana. A descoberta fez com que suas suspeitas sobre a conexão entre Vance e o acidente se tornassem mais fortes. Ele revisitou as páginas do manuscrito e se deparou com um trecho que mencionava um “segredo enterrado” e um “relógio que detém o tempo”. Era uma referência clara ao que ele havia encontrado.


Tentando juntar as peças, Daniel começou a perceber que a história de Vance não era apenas sobre ficção, mas um reflexo de sua própria vida e os erros que o perseguiam. Ele começou a escrever, tecendo as descobertas em um enredo que uniria o passado e o presente.


Capítulo 10: O Confronto


Mas à medida que Daniel se aprofundava na verdade, ele se sentiu observado. Um dia, ao retornar à cabana, ele encontrou Clara esperando por ele. Seu rosto estava pálido e seus olhos, preocupados.


“Daniel, você precisa parar. Há pessoas que não querem que a verdade seja revelada. Vance pode ter se metido em algo muito mais profundo do que imaginamos. Ele não é o único que desapareceu — outros também sumiram.”


“Eu não posso parar agora. Estou tão perto. Preciso terminar o que Vance começou”, respondeu Daniel, decidindo não se deixar intimidar.


Capítulo 11: A Última Palavra


Após muitas noites de pesquisa e reescrita, Daniel finalmente completou a obra, utilizando a narrativa de Vance como base, mas injetando sua própria verdade e revelações. No final do manuscrito, ele escreveu sobre a vida de Vance, seus erros e as pessoas que ele havia machucado.


“Esse é o nosso legado”, Daniel pensou, colocando a caneta de lado. “Não podemos esquecer a dor que a verdade pode causar, mas também devemos reconhecer a liberdade que ela traz.”


Capítulo 12: O Legado


Após a conclusão do manuscrito, Daniel decidiu entregá-lo à editora, mas não antes de tomar precauções. Ele fez cópias e guardou tudo em locais seguros, temendo que alguém quisesse impedir sua publicação.


No dia do lançamento, a tensão estava no ar. Clara estava ao seu lado, e os dois se preparavam para apresentar o livro ao público. Quando as luzes se apagaram e a primeira página foi revelada, Daniel sentiu que, independentemente das consequências, a verdade finalmente seria ouvida.


A primeira crítica foi positiva, mas enquanto a história começava a ganhar força, Daniel percebeu que havia mais a ser desvendado. E assim, a busca pela verdade continuou, não apenas sobre Vance, mas sobre o mundo literário, onde cada palavra poderia ser a última.


E, ao final, Daniel sabia que a última palavra não era apenas um término, mas o início de uma nova história — uma história de coragem, descoberta e o poder das palavras. 

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