O Último Dia do Trabalhador
O Último Dia do Trabalhador
By Master MB
Em um futuro onde o trabalho perdeu o sentido de dignidade e a linguagem passou a ser controlada, uma simples palavra pode reacender a memória coletiva de um povo inteiro.
⚠️ Esta história foi classificada como material sensível pela Corporação.
Capítulo 1: O Despertar do Operário
Ano 2045. O Dia do Trabalhador não celebra mais conquistas, mas submissão. Marco desperta sob o lema repetido em todos os painéis da cidade: “Trabalhe mais, sonhe menos.”
Capítulo 2: A Fábrica das Almas
Na Fábrica 9, Marco coleta emoções sintéticas destinadas à elite. Ao seu lado, Elias sussurra uma frase proibida:
“Ouvi dizer que há um lugar onde o 1º de Maio ainda significa liberdade.”
Capítulo 3: O Mistério do Cartaz
Durante uma inspeção, Marco encontra um cartaz antigo: “Unidos Venceremos.” A partir daquele dia, começa a escrever versos escondidos. A resistência nasce da poesia.
⚠️ A Corporação monitora padrões linguísticos anômalos.
Capítulo 4: A Revolta das Palavras
Os poemas se espalham como códigos de liberdade. A Corporação envia drones limpadores de linguagem. Na véspera do 1º de Maio, Elias desaparece.
Capítulo 5: A Noite das Máscaras
Marco encontra uma máscara de gás e um mapa rasgado. Nele, apenas uma frase: “Encontre-nos onde o rio chora.”
Capítulo 6: A Sociedade dos Livros
Nos esgotos da cidade, Marco conhece Clara e a Sociedade dos Livros. O plano é simples e impossível: desligar os servidores da Corporação e libertar as memórias roubadas.
Capítulo 7: O Plano
Marco assume seu verdadeiro papel: escritor oculto. Ele cria um vírus narrativo — uma história capaz de colapsar o sistema.
⚠️ Nenhum firewall foi projetado para conter imaginação coletiva.
Capítulo 8: O Dia D
Na calada da noite, Marco digita:
“Era uma vez um mundo onde o trabalho dignificava, e não escravizava…”
A cidade oscila. A rede falha. Os hologramas vacilam.
Capítulo 9: O Colapso dos Deuses-Máquina
A Corporação entra em colapso. Operários retiram as máscaras. Pela primeira vez, a imaginação respira. Mas os drones se aproximam.
Capítulo 10: O Sacrifício de Clara
Com um livro em mãos, Clara grita:
“Palavras são mais fortes que armas!”
Ela é silenciada. Marco carrega seu último manuscrito: “A História dos Que Lutam.”
Capítulo 11: O Novo Amanhecer
Com a queda da Torre, Marco sobe aos escombros e recita os versos de Clara. A multidão repete. O 1º de Maio renasce.
Capítulo 12: O Último Parágrafo
Anos depois, Marco escreve:
“Trabalho sem dignidade é prisão. Palavras sem coragem são silêncio.”
⚠️ Algumas histórias não terminam. Elas acordam pessoas.
Sobre esta história
O Último Dia do Trabalhador é uma distopia poética que explora liberdade, linguagem, memória coletiva e o poder transformador da narrativa.
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