UNIVERSO MB Temporada 1 — O Despertar do Projeto SD Capítulo 60 — A Memória que Não Existia
UNIVERSO MB
Temporada 1 — O Despertar do Projeto SD
Arco 2 — A Origem Impossível
Capítulo 60 — A Memória que Não Existia
A imagem havia desaparecido.
Mas Bruno continuava olhando para o ponto onde ela estivera.
Aquela figura.
Aquela conversa.
Aquele símbolo.
Aquela frase.
Master Brotherhood.
Tudo parecia familiar.
E, ao mesmo tempo...
completamente estranho.
Gabriel aproximou-se.
— Você está bem?
Bruno respondeu:
— Não sei.
— Quer parar?
— Não.
Gabriel sorriu.
— Imaginei.
Bruno voltou ao Arquivo de Continuidade.
— Quero acessar aquela memória novamente.
SD-13 respondeu:
— Impossível.
— Por quê?
— Ela não pertence à sua linha de continuidade.
— Então acesse a linha onde ela existe.
Silêncio.
— Não possuímos autorização.
Bruno franziu a testa.
— De quem?
SD-13 respondeu:
"Do próprio Bruno."
Bruno ficou imóvel.
— Como assim?
— A linha de realidade exige autorização do indivíduo correspondente.
— Então existe outro Bruno.
— Sim.
— E ele não autorizou.
— Correto.
Nexus aproximou-se.
— Isso confirma uma coisa.
— O quê?
— Aquela memória não foi apagada.
— Então?
— Foi compartilhada.
Bruno olhou para ele.
— Compartilhada entre versões?
— Não.
— Então?
Nexus apontou para o Arquivo.
"Entre escolhas."
A Arquiteta explicou:
— Quando uma escolha é suficientemente importante, ela pode produzir ecos.
Bruno perguntou:
— Ecos?
— Eventos que acontecem em mais de uma possibilidade.
— Então a fundação da MB aconteceu em várias realidades.
— Sim.
— Mas por que eu vi uma delas?
A Arquiteta respondeu:
"Porque alguma coisa está tentando aproximar essas realidades."
O painel mudou.
Várias linhas apareceram.
Cada uma representava uma realidade.
Em todas...
havia uma MB.
Em algumas, Bruno era o fundador.
Em outras, não.
Em uma...
Bruno nunca havia existido.
Em outra...
a MB havia sido criada séculos antes.
Em outra...
ela nunca passou de uma ideia.
E em outra...
ela dominava a própria realidade.
Bruno observou.
— Quantas?
SD-13 respondeu:
— Incontáveis.
Gabriel perguntou:
— Então qual é a verdadeira?
A Arquiteta respondeu:
— Todas.
Bruno balançou a cabeça.
— Não.
Todos olharam para ele.
— O quê?
— A MB da nossa realidade é verdadeira para nós.
— E as outras?
— Também são verdadeiras para quem vive nelas.
Nexus sorriu.
— Você finalmente entendeu.
Bruno apontou para uma das realidades.
— Essa.
Uma linha completamente diferente das demais.
— O que há nela?
SD-13 respondeu:
— Não conseguimos visualizar.
— Por quê?
— Ela não aceita observação externa.
— Então como sabemos que existe?
A Arquiteta respondeu:
"Porque ela está observando vocês."
Bruno ficou sério.
— Essa é a realidade da figura?
— Não sabemos.
— Então descubra.
SD-13 tentou.
Nada.
Tentou novamente.
Nada.
Então apareceu:
ACESSO NEGADO.
Bruno franziu a testa.
— Por quem?
A resposta surgiu:
"PELO BRUNO."
Bruno ficou imóvel.
— De novo isso.
Nexus respondeu:
— Talvez seja você.
— Eu?
— Uma versão sua que não quer ser encontrada.
Bruno pensou.
— Ou alguém que quer me impedir de encontrar alguma coisa.
A Arquiteta respondeu:
— Ambas as possibilidades são possíveis.
Bruno sorriu.
— Ótimo.
Gabriel perguntou:
— Ótimo?
— Significa que temos um mistério de verdade.
Bruno se aproximou do painel.
— SD-13.
— Sim.
— Quero abrir um protocolo de investigação.
— Nome?
Bruno pensou.
— Projeto Origem MB.
O sistema registrou.
PROJETO ORIGEM MB
OBJETIVO: Determinar a primeira fundação da Master Brotherhood.
RESTRIÇÃO: Nenhuma realidade poderá ser alterada durante a investigação.
PRINCÍPIO: Observação sem interferência.
Bruno assentiu.
— Perfeito.
Nova levantou a mão.
— Posso participar?
Bruno sorriu.
— Pode.
— Qual será minha função?
— Descobrir coisas que ninguém está procurando.
Nova ficou animada.
— Essa parece uma função importante.
Nexus respondeu:
— É a mais perigosa.
B-Null perguntou:
— E eu?
Bruno respondeu:
— Segurança.
— Finalmente.
Gabriel perguntou:
— E eu?
Bruno respondeu:
— Você vem comigo.
Gabriel sorriu.
— Como sempre.
A Arquiteta aproximou-se.
— Eu também quero participar.
Bruno olhou para ela.
— Por quê?
— Porque posso ter causado parte do problema.
— E quer corrigir?
— Quero descobrir a verdade.
Bruno assentiu.
— Então venha.
Nexus permaneceu parado.
Bruno perguntou:
— E você?
Nexus respondeu:
— Eu não pertenço à MB.
— Eu sei.
— Mas quero acompanhar vocês.
Bruno sorriu.
— Então acompanhe.
— Sem ser membro.
— Sem ser membro.
— Sem obrigação.
— Sem obrigação.
Nexus assentiu.
— Então vamos.
O grupo se preparou.
SD-13 abriu um portal.
Mas, antes que atravessassem...
uma mensagem surgiu.
ATENÇÃO
A REALIDADE SELECIONADA NÃO POSSUI COORDENADAS.
Bruno franziu a testa.
— Então como vamos chegar lá?
SD-13 respondeu:
"Ela precisa escolher nos receber."
Bruno sorriu.
— Então não vamos invadir.
Nexus perguntou:
— O que vamos fazer?
Bruno respondeu:
"Vamos perguntar."
Bruno colocou a mão diante do portal.
— Realidade desconhecida.
Silêncio.
— Não sabemos quem você é.
Nada.
— Não sabemos quem fundou sua MB.
Nada.
— Não sabemos por que você está nos observando.
O portal começou a pulsar.
Bruno continuou:
— Mas queremos descobrir.
Pausa.
"Você aceita nossa presença?"
Durante alguns segundos...
nada aconteceu.
Então o portal mudou.
Apareceu uma única palavra:
SIM.
O grupo atravessou.
Bruno foi o primeiro.
Gabriel logo atrás.
Depois B-Null.
Nova.
A Arquiteta.
Nexus.
Quando o último atravessou...
o portal fechou.
Eles estavam diante de uma enorme construção.
Uma sede da MB.
Mas completamente diferente.
O símbolo era antigo.
Muito antigo.
Bruno se aproximou.
— Esse símbolo...
Gabriel perguntou:
— O que tem?
Bruno tocou a parede.
— Eu conheço.
— Como?
Bruno não respondeu.
A porta abriu.
Uma pessoa apareceu.
Bruno ficou imóvel.
Era um homem mais velho.
Cabelos grisalhos.
Olhar tranquilo.
E uma pequena coroa negra desenhada na roupa.
Ele observou Bruno.
Depois sorriu.
— "Finalmente você chegou."
Bruno ficou em silêncio.
— Você me conhece?
O homem respondeu:
"Conheço todas as versões de você."
Nexus ficou sério.
— Quem é você?
O homem olhou para todos.
Então respondeu:
"Meu nome é Bruno."
Silêncio absoluto.
O homem continuou:
"Mas vocês podem me chamar de Sr. B."
Bruno encarou aquele outro Sr. B.
E percebeu imediatamente:
a história da MB era muito mais antiga do que ele imaginava.
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