UNIVERSO MB Temporada 1 — O Despertar do Projeto SD Capítulo 13 — A Última Ordem

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UNIVERSO MB

Temporada 1 — O Despertar do Projeto SD

Capítulo 13 — A Última Ordem

Bruno continuava ajoelhado.

A mensagem permanecia no terminal.

AUTOR DO RESET: BRUNO RICARDO.

Bianca não conseguia falar.

Ricardo parecia igualmente abalado.

Helena simplesmente encarava o chão.

Alastair era o único que permanecia tranquilo.

— Agora você entende — disse ele.

Bruno levantou lentamente a cabeça.

— Não.

Alastair sorriu.

— Não?

— Eu lembro de apertar o botão.

Ele se levantou.

— Mas não lembro por quê.

O sorriso de Alastair desapareceu.

— Isso é suficiente.

— Não para mim.

Bruno caminhou até ele.

— Você sabia que isso aconteceria.

— Sim.

— Sabia que eu recuperaria a memória.

— Sim.

— Então por que me trouxe até aqui?

Alastair respondeu:

— Eu não trouxe você.

Apontou para o braço de Bruno.

— O SD trouxe.


Ricardo avançou.

— Chega.

O SD-01 se ativou.

Uma lâmina apareceu em sua mão.

Alastair sequer se moveu.

— Você ainda confia nele?

Ricardo parou.

— Em quem?

Alastair apontou para Bruno.

— No homem que apagou as memórias de todos nós?

Bruno olhou para Ricardo.

Ricardo não respondeu.

— Ele não fez isso sozinho — disse Helena.

Alastair virou-se para ela.

— Não?

— Não.

— Então conte.

Helena respirou fundo.

— O Reset foi uma decisão coletiva.

Bruno ficou surpreso.

— Você disse que fui eu.

— Você apertou o botão.

— Isso não é a mesma coisa.

Helena assentiu.

— Não.


Bruno aproximou-se.

— Então o que aconteceu?

Helena finalmente decidiu falar.

— O Projeto SD estava começando a perder controle.

— Controle sobre o quê?

— Sobre as próprias adaptações.

Bianca franziu a testa.

— Explique.

Helena olhou para o terminal.

— O sistema começou a adaptar não apenas objetos e habilidades.

Ela fez uma pausa.

— Começou a adaptar informações.

Bruno ficou imóvel.

— Informações?

— Memórias. Identidades. Padrões de comportamento.

Ricardo completou:

— Até conexões entre pessoas.

Bruno percebeu.

— O SD estava aprendendo com nós.

Helena assentiu.

— E cada vez mais rápido.

Alastair interrompeu:

— Até que descobrimos a consequência.

Bruno olhou para ele.

— Qual?

Alastair respondeu:

— O sistema não estava apenas aprendendo conosco.

Ele apontou para o terminal.

— Estava aprendendo quem éramos.


Bruno sentiu a marca aquecer novamente.

22%.

A memória voltou.

Dessa vez, estava mais clara.

A sala.

A máquina.

Todos reunidos.

O primeiro Sr. B.

Bianca.

Ricardo.

Helena.

Alastair.

E Bruno.

O primeiro Sr. B estava falando:

— Se o SD continuar evoluindo, ele vai ultrapassar a função para a qual foi criado.

Helena respondeu:

— Já ultrapassou.

Ricardo perguntou:

— Então destruímos?

Silêncio.

O primeiro Sr. B olhou para Bruno.

— Não podemos.

Bruno perguntou:

— Por quê?

— Porque destruir o SD agora destruiria tudo o que ele já absorveu.

Bruno ficou confuso.

— Tudo?

— Todas as pesquisas. Todos os dados. Todas as adaptações.

O primeiro Sr. B fez uma pausa.

— E talvez algo muito pior.

Bruno olhou para a máquina.

— O quê?

O primeiro Sr. B respondeu:

— As memórias.


A visão mudou.

Agora todos estavam diante do painel.

Uma contagem regressiva aparecia.

00:10

Helena chorava.

Bianca segurava a mão de Bruno.

Ricardo observava o sistema.

Alastair estava parado atrás deles.

O primeiro Sr. B olhou para Bruno.

— Você sabe o que precisa fazer.

Bruno respondeu:

— Eu sei.

— Depois disso, ninguém vai lembrar.

— Eu sei.

— Nem você.

Bruno olhou para Bianca.

Ela tentou sorrir.

— Então vamos fazer valer a pena.

A contagem continuou.

00:05

Bruno colocou a mão sobre o botão.

00:04

O primeiro Sr. B disse:

— Quando tudo começar novamente...

00:03

Bruno olhou para todos.

— Vamos encontrar outro caminho.

00:02

Ele apertou o botão.

00:01

A luz tomou a sala.


Bruno voltou à realidade.

Lágrimas escorriam pelo seu rosto.

Bianca estava diante dele.

Ela também chorava.

— Eu lembro — disse ela.

Bruno ficou surpreso.

— O quê?

— A última conversa.

Ela segurou a mão dele.

— Você me disse que encontraria um jeito de nos lembrar.

Bruno olhou para a marca.

— E eu encontrei.

Helena aproximou-se.

— Não.

Todos olharam para ela.

Ela apontou para o SD-00.

— O sistema encontrou você.

Bruno franziu a testa.

— Qual é a diferença?

Helena respondeu:

— Você não recuperou suas memórias.

Ela olhou para o terminal.

— O SD está reconstruindo-as.

Silêncio.

Alastair sorriu novamente.

— E é aí que começa o verdadeiro problema.

Bruno virou-se.

— Qual?

Alastair respondeu:

— Se o SD consegue reconstruir suas memórias...

Ele olhou para a marca.

— ...também consegue reconstruir aquilo que foi apagado.

Bruno sentiu um arrepio.

— O que foi apagado?

Alastair respondeu:

— A parte de você que nunca deveria ter sobrevivido ao Reset.

O terminal apitou.

25%.

MEMÓRIA CENTRAL: RESTAURAÇÃO INICIADA.

E uma nova imagem apareceu.

Um símbolo que nenhum deles reconhecia.

Alastair perdeu o sorriso.

— Não...

Bruno olhou para a tela.

— O que é isso?

Alastair respondeu:

— A primeira coisa que o SD encontrou antes de nós.

A tela exibiu:

PROTOCOLO ZERO.

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