UNIVERSO MB Temporada 1 — O Despertar do Projeto SD Capítulo 9 — A Caçada
UNIVERSO MB
Temporada 1 — O Despertar do Projeto SD
Capítulo 9 — A Caçada
A explosão destruiu a fachada da oficina.
Vidros atravessaram o ar.
Helena caiu atrás da bancada.
Bianca puxou Bruno para o chão.
Ricardo permaneceu de pé.
— Eles chegaram.
Bruno olhou para ele.
— Você disse que eles não queriam o SD.
— E não querem.
Outra explosão.
A parede lateral tremeu.
— Então o que estão fazendo?
Ricardo respondeu:
— Cercando você.
Bruno levantou a cabeça.
Do lado de fora, vários veículos bloqueavam a rua.
Homens armados começaram a avançar.
Não usavam uniformes.
Mas todos carregavam o mesmo símbolo.
Um círculo incompleto.
Quatro linhas.
Bianca percebeu.
— O símbolo.
Helena respondeu:
— Eles finalmente assumiram a própria identidade.
Bruno olhou para ela.
— Quem são?
Helena respirou fundo.
— Ordo Sigma.
Ricardo completou:
— Uma organização criada a partir dos sobreviventes do antigo Projeto.
Bruno ficou sério.
— Pensei que todos tivessem desaparecido.
— Alguns desapareceram.
Ricardo olhou para a rua.
— Outros aprenderam a esperar.
A porta da oficina explodiu.
Dois agentes entraram.
Bianca foi a primeira a reagir.
Um golpe derrubou o primeiro.
Ricardo ativou o SD-01.
O equipamento surgiu em sua mão.
Uma lâmina apareceu.
O segundo agente tentou disparar.
Ricardo desviou.
O SD-01 analisou a arma.
Uma luz percorreu sua superfície.
Então o equipamento mudou.
A lâmina se transformou em um escudo.
O disparo ricocheteou.
Bruno observou.
— Adaptação dinâmica...
— Agora você entendeu — respondeu Ricardo.
Bruno avançou.
O primeiro agente tentou atacá-lo.
Bruno desviou.
Um golpe no braço.
Outro no peito.
O homem caiu.
Bianca encarou os dois.
— Vocês dois ainda lutam como antigamente.
Bruno respondeu:
— Você também.
Ela sorriu.
— Eu nunca parei.
Helena abriu uma passagem escondida no chão.
— Por aqui!
Os quatro desceram.
A passagem levava para um túnel antigo.
Bianca olhou para trás.
— Eles vão nos seguir.
— Eu sei — respondeu Helena.
— Então por que estamos descendo?
Helena apontou para uma porta no fim do túnel.
— Porque eles não sabem que essa saída existe.
Bruno olhou para ela.
— Você construiu isso?
— Não.
Ricardo respondeu:
— Nós construímos.
Bruno olhou para ele.
— Nós?
Ricardo não respondeu.
A porta abriu.
Um túnel ferroviário abandonado apareceu.
Helena correu.
— Vamos!
Dez minutos depois, o grupo emergiu em uma área industrial.
Um veículo estava esperando.
Bruno entrou no banco do motorista.
Bianca sentou ao lado.
Ricardo e Helena ficaram atrás.
O carro partiu.
— Para onde? — perguntou Bianca.
Bruno respondeu:
— Para a antiga base.
Helena ficou tensa.
— Não.
— É o único lugar seguro.
— Não existe mais.
Bruno olhou pelo retrovisor.
— Então alguém está tentando nos fazer acreditar nisso.
Ricardo ficou em silêncio.
Bruno percebeu.
— Você sabe alguma coisa.
Ricardo não respondeu.
— Ricardo.
— A base não foi destruída.
Bianca se virou.
— O quê?
— Foi abandonada.
Bruno apertou o volante.
— Por quê?
Ricardo olhou para ele.
— Porque encontramos algo lá.
— O quê?
Ricardo respondeu:
— Você.
Silêncio.
Bruno diminuiu a velocidade.
— Eu estava lá?
— Não exatamente.
— Então explique.
Ricardo hesitou.
— Havia uma sala subterrânea.
— E?
— Dentro dela havia equipamentos que não existiam na época.
Bruno olhou pelo retrovisor.
— Tecnologia SD?
— Não.
Ricardo encarou a janela.
— Algo anterior.
O carro chegou à antiga base.
Do lado de fora, parecia completamente abandonada.
Janelas quebradas.
Portões enferrujados.
Nenhum sinal de energia.
Bruno estacionou.
— Ninguém desce.
Ele saiu sozinho.
Caminhou até a entrada.
Bianca o acompanhou.
— Você sabe que eu não vou ficar no carro.
— Eu sei.
Os dois entraram.
O lugar estava coberto de poeira.
Bruno caminhou até uma parede.
Tocou uma parte específica.
Nada.
Bianca perguntou:
— Tem certeza?
— Tenho.
Ele tocou novamente.
Uma luz apareceu.
A parede se abriu.
Bianca ficou imóvel.
— Você tinha dito que essa base estava abandonada.
Bruno sorriu.
— Está.
A passagem revelou uma escada.
Os dois desceram.
No fim da escada havia uma sala.
No centro, uma mesa.
Sobre ela, uma fotografia.
Bruno pegou.
Era a mesma fotografia que o homem da organização havia observado.
A antiga MB.
Mas havia algo diferente.
Na fotografia original, havia cinco pessoas.
Agora, havia seis.
Bianca se aproximou.
— Quem é esse?
Bruno ficou imóvel.
A pessoa adicional estava parcialmente escondida atrás de outra.
O rosto não aparecia.
Mas a roupa era familiar.
Bruno virou a fotografia.
No verso havia uma frase escrita à mão:
"Se você estiver lendo isso, significa que o Reset falhou."
Bianca franziu a testa.
— Reset?
Bruno sentiu a marca do SD-00 aquecer.
Uma nova mensagem apareceu.
MEMÓRIA BLOQUEADA DESBLOQUEADA.
A sala desapareceu.
Por um instante, Bruno viu outra coisa.
Uma cidade em ruínas.
Pessoas correndo.
O céu vermelho.
A MB destruída.
E alguém diante dele.
Uma pessoa que ele conhecia.
Uma voz:
— Você não pode impedir o Reset.
Bruno respondeu:
— Então vou fazer algo pior.
A visão terminou.
Ele caiu de joelhos.
Bianca o segurou.
— Bruno!
Ele respirava com dificuldade.
— Eu lembrei.
— Do quê?
Bruno levantou os olhos.
— Nós não perdemos a guerra há oito anos.
Bianca ficou imóvel.
— Então o que aconteceu?
Bruno olhou para a fotografia.
— Nós vencemos.
— Isso não faz sentido.
— Eu sei.
Ele apontou para a frase.
— Porque o Reset aconteceu depois.
Em algum lugar distante...
Uma tela mostrou a mesma fotografia.
O homem mascarado observava.
Uma segunda pessoa entrou.
— Eles encontraram a base.
— Eu sei.
— E o Reset?
O homem ficou em silêncio.
Então respondeu:
— Ele começou a lembrar.
A outra pessoa demonstrou preocupação.
— Isso não estava previsto.
O homem sorriu.
— Não.
Ele desligou a tela.
— Mas talvez seja exatamente o que precisamos.
A imagem final mostrou uma única palavra:
RESET.
Comentários
Postar um comentário