UNIVERSO MB Temporada 1 — O Despertar do Projeto SD Capítulo 11 — O Primeiro Sr. B
UNIVERSO MB
Temporada 1 — O Despertar do Projeto SD
Capítulo 11 — O Primeiro Sr. B
A tela continuava acesa.
MEMÓRIA PRINCIPAL: ACESSÍVEL.
Bruno não conseguia desviar os olhos.
— Então eu não fui o primeiro Sr. B?
Ricardo respondeu:
— Não.
— Quem foi?
Ricardo permaneceu em silêncio.
Bianca percebeu a tensão.
— Ricardo.
Ele respirou fundo.
— Antes de você assumir o nome, existiu outro.
Bruno olhou para a fotografia.
— E o que aconteceu com ele?
Ricardo respondeu:
— Ele desapareceu.
— Quando?
— Durante o Reset.
Helena finalmente entrou na conversa.
— O problema é que ninguém sabe se ele morreu.
Bruno ficou imóvel.
— Ninguém?
— Ninguém.
A marca do SD-00 brilhou.
11%.
Uma nova imagem apareceu no terminal.
Um homem.
Uniforme escuro.
O símbolo da MB no peito.
O rosto parcialmente escondido.
Bruno aproximou-se.
— Esse é ele?
Ricardo assentiu.
— Sim.
Bruno observou a imagem.
Havia alguma coisa estranhamente familiar naquele rosto.
Não era apenas aparência.
Era a sensação de reconhecer alguém que nunca havia conhecido.
— Quem era ele?
Ricardo respondeu:
— O fundador da MB moderna.
Bianca cruzou os braços.
— E qual era o nome dele?
Helena olhou para Ricardo.
Ricardo olhou para Bruno.
— Bruno.
Silêncio.
Bruno franziu a testa.
— Meu nome?
— O mesmo.
— Então como vocês diferenciavam os dois?
Ricardo respondeu:
— Não diferenciávamos.
Bruno ficou confuso.
— Como assim?
— Porque ele também era chamado de Bruno.
Helena explicou:
— O título era o que importava.
Ela apontou para a tela.
— Sr. B.
Bruno voltou a olhar para a imagem.
Então percebeu.
O título não era apenas um codinome.
Era uma sucessão.
Um legado.
Um símbolo.
A tela mudou.
Agora mostrava uma sequência de arquivos.
SR. B — FUNDADOR
SR. B — SUCESSOR
SR. B — ATUAL
Bruno ficou olhando.
— Atual?
Ricardo assentiu.
— Você.
— Então por que o sistema diz que o usuário original é você?
Helena respondeu:
— Porque, para o SD, você é o sucessor legítimo.
Bruno franziu a testa.
— E o primeiro?
Helena olhou para a tela.
— Para o SD, ele não está morto.
O silêncio voltou.
Bianca perguntou:
— Então onde ele está?
Helena respondeu:
— Essa é a pergunta que ninguém conseguiu responder.
Uma nova memória começou.
Bruno estava novamente dentro da visão.
Mas dessa vez não havia guerra.
Não havia destruição.
Era uma sala simples.
O primeiro Sr. B estava sentado diante de uma mesa.
À sua frente havia uma cápsula.
SD-00.
Bruno observava tudo como espectador.
O primeiro Sr. B falou:
— Se você está vendo isso, significa que o sistema finalmente encontrou você.
A imagem falhou.
Depois voltou.
— Não confie em quem disser que conhece toda a história.
Outra falha.
— Nem mesmo em mim.
Bruno sentiu um arrepio.
O primeiro Sr. B continuou:
— O SD não foi criado para dominar o mundo.
A imagem ficou distorcida.
— Foi criado para impedir que alguém pudesse dominá-lo.
Bruno tentou avançar.
A memória parou.
ERRO DE INTEGRIDADE.
A tela ficou preta.
— Não! — gritou Bruno.
Ele tocou no terminal.
Nada.
A visão desapareceu.
Bruno voltou à realidade.
Bianca estava ao seu lado.
— Você está bem?
Ele respirou fundo.
— O SD foi criado como uma defesa.
Helena assentiu.
— Essa era a ideia original.
— E depois?
Helena não respondeu.
Ricardo respondeu por ela:
— Depois descobriram o que ele realmente podia fazer.
Bruno olhou para ele.
— E começaram a usá-lo para outras coisas.
— Sim.
— Foi isso que causou o Reset?
Ricardo hesitou.
— Parcialmente.
— Então qual foi a verdadeira causa?
Ricardo olhou para a porta.
— O primeiro Sr. B descobriu algo dentro do SD.
Bruno esperou.
— O quê?
Ricardo respondeu:
— Uma função que ninguém havia programado.
As luzes piscaram.
A marca do braço de Bruno brilhou.
15%.
Uma nova mensagem apareceu:
FUNÇÃO DESCONHECIDA — RECUPERAÇÃO INICIADA.
Helena empalideceu.
— Não.
Bianca olhou para ela.
— O que foi?
— Isso não deveria existir.
Bruno encarou a tela.
— O que o SD está recuperando?
Helena respondeu:
— Uma memória.
— Qual?
Ela olhou diretamente para Bruno.
— A memória do dia em que o primeiro Sr. B desapareceu.
Em outro lugar...
Uma sala completamente escura.
Uma pessoa observava uma tela.
Nela aparecia o mesmo número:
15%.
Uma segunda pessoa entrou.
— A memória está despertando.
— Eu sei.
— Devemos interromper?
A pessoa permaneceu em silêncio.
— Não.
— Mas se ele lembrar...
— É exatamente isso que queremos.
A pessoa virou-se.
Pela primeira vez, seu rosto ficou parcialmente iluminado.
Era alguém que o leitor já havia visto.
Alguém que deveria estar morto.
— Deixe o sucessor lembrar.
Ela sorriu.
— Porque quando ele recuperar a memória completa...
A tela mostrou uma imagem antiga do primeiro Sr. B.
— ...vai descobrir quem realmente apertou o botão do Reset.
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