UNIVERSO MB Temporada 1 — O Despertar do Projeto SD Capítulo 3 — A Primeira Reunião

Publicidade

 

UNIVERSO MB

Temporada 1 — O Despertar do Projeto SD

Capítulo 3 — A Primeira Reunião

A porta blindada caiu no chão com um estrondo.

Fragmentos de metal atravessaram a sala.

Bruno puxou a mulher para trás no instante em que uma rajada atingiu a parede onde os dois estavam.

— Abaixa!

Ela não precisou ouvir duas vezes.

Os dois se jogaram atrás da mesa.

Outra rajada atravessou os arquivos.

Papéis voaram pelo ar.

Bruno espiou por cima da mesa.

Três silhuetas estavam paradas no corredor.

Nenhum rosto visível.

Nenhuma identificação.

Os três usavam roupas escuras e máscaras sem qualquer símbolo.

A mulher ao lado dele respirou fundo.

— Três.

— Eu contei.

— Você sempre foi ruim em matemática.

Bruno olhou para ela.

— Você sempre escolheu as piores horas para fazer piada.

Ela sorriu.

— Então você ainda é o mesmo.

O sorriso desapareceu imediatamente.

Ela puxou uma pequena lâmina presa à cintura.

— Isso é bom.

Levantou-se.

Bruno segurou seu braço.

— Espera.

— O quê?

— Eles querem que a gente saia daqui.

Ela observou o corredor.

— Como sabe?

Bruno apontou para o chão.

Os três invasores haviam parado exatamente diante da entrada.

Nenhum deles avançava.

— Se quisessem nos eliminar, já teriam feito.

Ela percebeu.

— Estão procurando alguma coisa.

Bruno olhou para a pasta preta.

— Exatamente.

Um dos invasores levantou a arma.

Bruno virou a mesa.

A rajada atingiu o tampo.

No mesmo instante, ele correu.

Primeiro passo.

Segundo.

Terceiro.

O movimento seguinte parecia simples.

Mas não era.

Bruno mudou de direção no último instante, passando pelo primeiro inimigo antes que ele conseguisse reagir.

Um golpe curto atingiu o braço armado.

A arma caiu.

Bruno girou.

Cotovelada.

O homem cambaleou.

O segundo avançou.

Bruno recuou meio passo.

O golpe passou diante de seu rosto.

Ele segurou o braço do adversário, girou o corpo e usou o próprio impulso do inimigo para derrubá-lo.

O terceiro levantou a arma.

— Bruno!

Ele ouviu.

Mas não olhou.

A mulher lançou a lâmina.

A arma acertou o cano do equipamento e desviou o disparo.

Bruno sorriu.

— Ainda joga sujo.

— Ainda funciona.

Ela correu.

Um golpe.

Depois outro.

O terceiro invasor caiu.

Silêncio.

Durante alguns segundos, apenas o som dos alarmes preenchia a instalação.

Bruno olhou para os três.

— Profissionais.

A mulher recuperou sua lâmina.

— Não.

Ela se agachou perto de um dos invasores.

Retirou o comunicador preso ao uniforme.

— Profissionais não usariam equipamentos tão antigos.

Bruno examinou o aparelho.

— Isso é tecnologia de oito anos atrás.

Ela levantou os olhos.

— Então eles não encontraram o Projeto.

Bruno entendeu imediatamente.

— Encontraram alguma coisa muito mais antiga.


Poucos minutos depois, os dois estavam novamente na sala.

A instalação continuava funcionando com iluminação de emergência.

A mulher colocou o comunicador sobre a mesa.

— Meu nome é Bianca.

Bruno arqueou uma sobrancelha.

— Você acabou de lembrar?

— Não. Você simplesmente nunca perguntou.

— Eu sabia.

— Claro que sabia.

Ela cruzou os braços.

— E antes que você faça aquela cara...

— Que cara?

— A cara de quem vai tentar resolver tudo sozinho.

Bruno permaneceu em silêncio.

Bianca suspirou.

— Oito anos, Bruno.

Ela apontou para os arquivos.

— Oito anos desde a última vez que estivemos aqui.

— Eu sei.

— Oito anos desde que a MB foi desmantelada.

Bruno desviou o olhar.

— Eu sei.

— Oito anos desde que prometemos nunca mais tocar nesse assunto.

Ele olhou para ela.

— Eu sei.

Bianca se aproximou.

— Então por que voltou?

Bruno não respondeu imediatamente.

Pegou a pasta preta.

Colocou-a sobre a mesa.

— Porque alguém abriu o arquivo.

Bianca ficou séria.

— Você tem certeza?

— Recebi uma mensagem.

Ele mostrou a folha.

Bianca leu.

Seu rosto mudou.

— Isso é impossível.

— Foi exatamente o que eu pensei.

Ela tocou no símbolo.

— Onde você conseguiu isso?

— No meu escritório.

Bianca olhou para ele.

— Então eles já sabem onde você está.

Bruno assentiu.

— E sabem onde nós estamos.

Um silêncio pesado tomou conta da sala.

Bianca abriu a pasta preta.

A primeira página estava completamente vazia.

Ela virou.

A segunda também.

Na terceira havia apenas uma sequência de números.

Bianca franziu a testa.

— Isso não significa nada.

Bruno pegou o papel.

— Significa.

— O quê?

— Coordenadas.

Ela olhou novamente.

— De onde?

Bruno ficou alguns segundos analisando os números.

Então levantou os olhos.

— Da antiga instalação central.

Bianca ficou imóvel.

— Mas aquela instalação foi destruída.

— Eu sei.

— Não sobrou nada.

Bruno fechou a pasta.

— Talvez tenha sobrado.


Do outro lado da cidade...

Uma sala escura.

Um monitor iluminava apenas metade do rosto de uma pessoa.

Na tela, imagens da instalação subterrânea apareciam em sequência.

Bruno.

Bianca.

Os três agentes derrotados.

A pessoa observou tudo em silêncio.

Até que outra voz surgiu atrás dela.

— Eles encontraram o arquivo?

— Não.

— Então por que estão vivos?

A pessoa sorriu.

— Porque ainda precisamos deles.

— E o Projeto?

A imagem mudou.

Um símbolo apareceu na tela.

O mesmo símbolo encontrado no envelope.

Mas havia uma diferença.

Agora existia uma quarta linha.

— O Projeto SD está exatamente onde deveria estar.

A outra pessoa ficou em silêncio.

— E Sr. B?

A figura diante do monitor respondeu:

— Ele ainda não sabe o que realmente está procurando.

A tela ficou preta.


Na instalação subterrânea, Bruno guardou a pasta.

Bianca pegou seu casaco.

— Vamos?

— Para onde?

Ela sorriu.

— Você acabou de descobrir que a MB voltou.

Bruno olhou para os arquivos espalhados sobre a mesa.

Depois para a porta destruída.

— A MB nunca voltou.

Bianca parou.

— Não?

Ele pegou a chave do carro.

— Ela nunca foi embora.

Os dois caminharam pelo corredor.

Atrás deles, uma pequena luz piscou.

Uma máquina antiga começou a funcionar.

No monitor apareceu uma única mensagem:

PROTOCOLO SD — REATIVAÇÃO INICIADA.

E, pela primeira vez em oito anos...

o Projeto SD acordou.

Publicidade
Publicidade

Comentários