O Último Presente de Reis: Uma Fábula Distópica
By Master MB
Em um mundo pós-apocalíptico, tradições antigas confrontam a lógica fria do progresso. Três reis decidem enfrentar o inverno eterno não com ouro, mas com o presente mais essencial: histórias que moldam realidades.
Capítulo 1: A Última Cavalgada
O vento cortante carregava cinzas do Leste. Melchior ajustou sua máscara de filtro, observando o horizonte desolado. Baltasar e Gaspar acompanhavam-no, debatendo tradição versus pragmatismo.
Melchior decidiu: seguiriam pelos túneis esquecidos, mantendo viva a memória de antigas celebrações e trazendo esperança às crianças esquecidas.
Os Três Reis e Seus Aliados
- Melchior — Guardião da tradição e mentor de resistência cultural.
- Baltasar — Especialista em narrativas orais e memória histórica.
- Gaspar — Jovem racional, curioso sobre tecnologia e dados.
- Estela — Líder da oficina clandestina, preservando a literatura do mundo anterior.
Capítulo 2: Os Túneis da Memória
Nos subsolos da megalópole, encontraram crianças vestidas com trapos que imitavam mantos reais, preservando esperança em meio à devastação. Baltasar reconheceu símbolos antigos; Gaspar registrava tudo, cético mas atento.
Capítulo 3: O Presente Esquecido
Descobriram a oficina clandestina, onde Estela preservava histórias em pergaminhos reciclados. Melchior trouxe três sementes — não ouro, mas vida, capaz de filtrar toxinas do solo.
Capítulo 4: A Revolução das Histórias
Cada comunidade adicionaria capítulos colaborativos, transformando a última cavalgada em uma rede de resistência cultural, mostrando que a ficção não é fuga, mas mapa de possibilidades.
Capítulo 5: O Confronto com o Conselho
Drones cercaram a praça. O Chanceler Orin confrontou Melchior. Mas a multidão emergiu dos túneis, distribuindo narrativas e dados que comprovavam a importância da criatividade para a resiliência comunitária.
Capítulo 6: O Novo Amanhecer
O Conselho reintegrou as Artes Narrativas como "Infraestrutura Psicológica Essencial". Nas praças, surgiram plataformas de publicação comunitária e as sementes germinaram, simbolizando renovação.
Epílogo: Oficina das Histórias
Gaspar agora ensinava jovens a entender que ficção e realidade são interdependentes. As árvores das sementes filtravam não só toxinas, mas também o cinza das almas, e milhares de histórias reconstruíam a cidade palavra por palavra.
Sobre esta história
O Último Presente de Reis é uma ficção especulativa adulta que explora tradição versus progresso, distopia, fantasia histórica e o poder das narrativas como ferramentas de resistência e transformação social.
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